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À terceira hora da madrugada
pende sobre mim o peso colossal da noite
do silêncio e da solidão
pesam-se-me finalmente as pálpebras
e o corpo gradualmente cede à dormência
este molda-se à poltrona
ou à cama, onde estiver
revolve-se procurando conforto
mas somente encontra o limbo
encontra o passar lentíssimo das horas
e o dançar dos vultos que os candeeiros da rua na parede projectam
hipnoticamente
despenho-me em câmara lenta sobre a obscuridade
mergulho
e na negritude do sono sufoco procurando a superfície
acordo
adormeço
acordo
adormeço
Tantas vezes seguidas
E entre nenhuma delas aprendo a respirar no meu sono

.

Pedro Alves
insónia número X
:iconsumarlegur:
sumarlegur Featured By Owner Jul 12, 2014  Hobbyist General Artist
gosto bastante da segunda metade do poema.
Reply
:iconcarneviva:
carneviva Featured By Owner Jul 13, 2014  Hobbyist Writer
Obrigado, caríssimo.
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July 6, 2014
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